The Kangaroo Post

Hopping from one thought to another... now in Mozambique!




Maxixe Skies


O facto de não haver iluminação pública em Maxixe (ou mais correctamente, no Maxixe), traduz-se em duas coisas normalmente: a primeira é que me perco se não tenho cuidado, porque não se vê nada a mais de 5 metros de distância. a segunda é que me dá sono cedo (o que é bom tendo em conta as galinhas que moram no rés do chão).

Hoje ao vir para casa depois de jantar num dos três restaurantes de Maxixe (não são três bons restaurantes, são um grande total de três restaurantes que existem nesta terra) percebi que a falta de iluminação pública tem as suas vantagens.
 
Uma das coisas que mais vou sentir falta quando me for embora daqui é o céu à noite. Acho que nunca vi tantas estrelas todos os dias. Hoje tá calor, a lua está cheia, e apetece andar devagar à beira mar enquanto milhares de estrelas no céu brilham sobre a baía de Inhambane. 


Está decidido



Vou passar o meu último fim de semana em Bazaruto, num resort de 5 estrelas. Como dizia o outro, Porque eu mereço.
ps: se alguém quiser fazer uma contribuiçãozinha (bem que vou precisar!), disponibiliza-se o NIB. mando postais!


The girl with a mask



No norte de moçambique, mas em particular na Ilha, as mulheres usam uma máscara na cara chamada musiro, feita a partir do pó de uma árvore local. A máscara é utilizada desde que são pequenas sempre que estão a ter a menstruação, servindo simultaneamente para se "esconderem" e como sinalização para os homens se afastarem... de acordo com a crença popular, um homem que tenha relações sexuais com uma mulher menstruada morre (!), e portanto os homens fogem a sete pés de uma mulher que use musiro.

É engraçado passear na Ilha e ver que de facto os homens baixam os olhos ou desviam o olhar quando passa uma mulher com máscara... não vá o diabo tecê-las...

Esta foto é uma das melhores desta viagem - nela vêem uma miúda que não tinha mais que 12 anos a usar musiro, acompanhada das duas irmãs mais novas. Tal como as mais pequenas, também a irmã mais velha pediu insistentemente que tirasse fotos, mas nunca esboçou um sorriso, como se a máscara não o permitisse. Há qualquer coisa de misterioso na profundidade do olhar dela que parece conseguir sair da fotografia - um misto de dor e resignação - que contrasta com as expresões de alegria inocente das duas irmãs mais pequenas.
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Ilha de Pedra






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A Ilha





Ir à ilha de moçambique é como entrar numa máquina do tempo. Parece que andamos quinhentos anos atrás na história e que estamos de novo no tempo das descobertas... A ilha (como é chamada, assim, sem mais) conserva ainda a arquitectura colonial e a mística de uma cidade que já foi a capital portuguesa no Índico, ponto de encontro entre as culturas árabe, persa, indiana e portuguesa.

Antigo porto comercial, ponto de pasagem obrigatório na rota do comércio de escravos, este local de fusão entre as religiões muçulmana, hindu, católica e a cultura Makua conserva-se noutra dimensão, como se tivesse suspenso no tempo enquanto o por do sol se reflecte nos edifícios coloniais de cor pastel e na mesquita verde água, as crianças brincam na rua e os pescadores voltam a casa.
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Tira foto!






"Tira foto! Tira foto!"

É impossível escapar ao pedido enquanto se passeia na Ilha de Moçambique - as crianças aqui adoram ser fotografadas. Fazem poses, acotovelam-se para aparecer em primeiro plano, pedem mais e ficavam nisto a tarde toda se pudessem. Todos querem o prazer de ser a criança escolhida para ficar numa foto para sempre, a alegria de se verem num pequeno ecrã de lcd instantes depois. Para algumas, ser fotografado é uma exigência - gritam por fotos e não largam o turista que passa com uma máquina enquanto não tem uma.

Longe de mim criar contrariedades... a máquina dispara sem parar, os miúdos dão pulos, abraços e obrigados. Vejo a alegria nos olhos destas crianças que conseguem ficar contentes com tão pouco e agradeço a sorte de poder estar aqui.
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Depois de ter percorrido a lista inteira de alojamento do lonely planet sem sucesso (12 sítios diferntes!) cheguei à ilha de moçambique sem hotel marcado... com a ajuda do meu prestável taxista corremos TUDO o que era hotel, pensão e casa de hóspedes nesta ilha de um quilómetro quadrado, sem sucesso...
Pelos vistos durante o fim de semana estava a haver uma reunião qualquer sobre política de educação com membros do governo que ocuparam a 100% a capacidade hoteleira daqui do sítio... depois de ter corrido as portas de todos os hotéis de novo, já começava a pensar que não ia encontrar sítio nenhum onde ficar... as hipóteses neste momento eram:

1. Voltar para trás (not an option, antes ficar a dormir na rua)
2. Ir para o parque de campismo, situado na praia (also not an option, nos posts a seguir perceberão porquê)
3. Telefonar à amiga de uma amiga de uma amiga (que eu não conhecia de lado nenhum naturalmente), que estava cá de férias e pedir-lhe se podia dormir no chão do quarto

No meio do impossível, e com a preciosa ajuda do Hafiz (um membro da technoserve) acabei por arranjar um quarto na casa do Antoine, um arquitecto francês que restaura casas na Ilha. Há males que vem por bem...
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I'm in paradise and I don't wanna leave


Caríssimos, desculpem a falta de updates neste blog, mas tenho andado cheio de trabalho durante a semana e aos fins de semana não páro em casa... para vos dar uma ideia foram assim os meus útimos três fins de semana:

- Há dois fins de semana estive no Kruger Park a caçar leões, hipópotamos e girafas e a ser perseguido por elefantes

- No fim de semana passado fiz canoagem no rio que desemboca na baía de inhambane no sábado e no domingo passei o dia um resort de luxo, numa piscina com vista par o mar a ver baleia a passar ao longe

- Até ontem estive na ilha de moçcambique num dos melhores fins de semana desta aventura por África... simplesmente inacreditável! Venho de coração cheio com o calor humano das pessoas, o carinho que tem pelos portugueses, e simplesmente fascinado com a beleza deste sítio.

Agora acabei de chegar a Nampula (onde finalmente há água quente e internet!) e vou nos próximos dois dias fazer entrevistas à associação de produtores de caju do Norte e a alguns empresário locais antes de ir para Maputo de novo na terça e voltar a Inhambane na quarta.

Mais updates em breve (espero ter tempo!)


Kruger - uma antevisão



A maior parte e vocês sabe que eu tenho jeito para desenhar não sabe?


Onde está o wally?


Ora entao, um update para vos manter a par de onde tenho andado:

A semana passada, depois do meu fim de semana na praia da barra e do tofo, tive de ir a Maputo para umas entrevistas aos procesadores de caju locais... e fui de carro! Daqui a pouco já vos conto como é que é uma viagem de carro nessa grande infra-estrutura rodoviária que é a EN1!

O fim de semana passado fui ao Kruger! Muito animal selvagem, uma perseguição de um elefante, uma cena national geographic com leões à caça, e o GPS do Ba em funcionamento... fiquem na expectativa que as fotos e o post não estão longe (espero!)

Esta semana também foi divertida... fui roubado, ia morrendo num avião pela 3a vez e já estou de volta a Inhambane... e num grande desenvolvimento que tenho que partilhar convosco, hoje chegaram os sofás! Stay tuned!


Catarses digitais


Isto de escrever no blog é terapêutico... vocês não imaginam a neura em que eu estava na 3a... agora até já me rio, se bem que isto não tem piada nenhuma...


Atrofios


E perguntam vocês: então se te roubaram o computador, como é que estás a escrever no blog?

Pois a techoserve arranjou-me outro pc... mas é LENTO. E além do mais está VAZIO (onde as minhas músicas africanas todas agora?). E não tem THINKCELL (como é que eu vou fazer slides sem o thinkcell?????) E pior... o teclado é em INGLÊS.

Algum de vocês percebe o atrofio que é tentar escrever com acentos num teclado em inglês? Demoro o dobro do tempo a escrever o que quer que seja e estou a ficar com uma artrose nas mãos de carregar em tantas teclas ao mesmo tempo... help!



Não gosto de ladrões, mas tenho um ódio especial por ladrões estúpidos.
Então não é que o idiota nem sequer levou o cabo do portátil... nesta altura já deve estar sem bateria... ainda por cima tanto quanto consegui averiguar em Moçambique não se vendem computadores da IBM (sim, não pensaram que eu ia trazer o meu mac para África pois não?) pelo que o gajo neste momento não deve conseguir sequer ligar aquilo!

Mas há mais... como era o computador da bcg, aquilo tá cheio de dispositivos de segurança... basicamente o computador tem 3 passwords diferentes até que se consiga mexer nele, pelo que o ladãozeco nunca vai conseguir fazer nada... e mesmo que substitua o disco (isto já é muito à frente...) o computador não funciona... segundo o IT nem sequer arranca! Basicamente a motherboard xpto verifica se cada um dos componentes é original... se alguma coisa não for aquilo não arranca sequer... virtually unbreakable!

Tirando a satisfaçao que me dá saber que ele roubou aquilo para nada, ainda tenho alguma esperança que ele possa... devolvê-lo? lol
Já tou mesmo a ver o filme: "patrão, istu não está correctu! pode ficar com merda de computádor qui não funciona!". É isso ou mete aquilo directamente no lixo...

Mas o Diogo já andou a tomar medidas... basicamente na 3a andei a perguntar a todos os mafiosos que vendem coisas logo à entrada do prédio se alguém tinha um ibm preto para vender... lógico que não deu em nada... mas até fui ao mercado negro cá do sitio e tudo! Fui com o motorista da technoserve à estrela (i.e. a candonga) ver se já o tinham posto lá à venda, mas não deu em nada... agora a entrada do prédio, elevadores, cafés das redendezas, etc. estão todos com papéis a oferecer uma recompensa ao ladrão se ele devolver as minhas fotos do fim de semana...

ADENDA: esqueci-me de vos contar uma coisa muito importante! em cima da mesa estava também a minha pasta, que o ladrão achou por bem não levar (thank god!)... lá dentro estava o meu passaporte, o meu visto para os states (Harvard, por pouco foi à vida) e... 1000 dólares! A technoserve tinha-me acabado de pagar as ajudas de custo da viagem de avião nessa manhã. Ladrão, se algum dia leres este post, só tenho uma coisa para te dizer: BURRO!



Pois é... como alguém me disse, ser roubado faz parte da experiência africana...

Esta passada 3a feira, sai o Diogo para almoçar e quando volta o belo do computador tinha-se esfumado... havia 4 (QUATRO!) portáteis em cima das mesas, à mão de semear, mas por azar o meu era o que estava mais perto da porta... todos os dias toda a gente deixa os portáteis no escritório quando vai almoçar. A technoserve em Maputo fica num edifício de escritórios enorme, com 5 seguranças à porta (que não fazem nada...) e nunca me tinha passado pela cabeça que pudessem assaltar-me ali... Imaginem a minha reacção quando volto do almoço e vejo um espaço vazio no lugar do meu computador... aaaaaaaaaargh

Fiz backups antes de vir para os África, mas mesmo assim algumas coisas dentro daquele computador que não vou recuperar:

1. TODO o trabalho que tive a fazer na technoserve até agora (quer dizer, algumas coisas fui mandando por email, mas os excéis todos e o research foram à vida...)
2. As fotos da minha experiência no barco à vela... lá se foi a cabra, a galinha, a avó e o neto, a peça de mobília e a horda de turistas suiços... pelo menos ainda tenho 4 fotos que pus no blog
3. As fotos da minha viagem no Chapa... como é que eu nunca mais vou ver as fotos da viagem no chapa????
4. As fotos do Sérgio, o miúdo de 11 anos que conheci na praia do Tofo e de quem fiquei amigo, que queria ser enfermeiro ou professor quando fosse grande... lá se foram
5. As fotos da praia da barra, do Diogo a andar de cavalo (uma coisa nunca antes vista), e dos pores do sol mais bonitos que já vi...

Felizmente tudo o resto tenho backupeado em Portugal ou tem o Ba (fotos do Kruger, de Maputo, etc.)... mesmo assim aquilo que falta abre uma espécie de vazio... lembro-me perfeitamente das fotos que mais gostava daquele fim de semana e é difícil pensar que não as vou voltar a ver... 
Bato com a cabeça na parede e pergunto-me porque é que não arranjei tempo para postar as últimas fotos... enfim. :(


Viajar no Chapa - FAQ





Eu sei que vocês tão curiosos para saber como correu a viagem de chapa, e portanto deixo-vos aqui umas Frequently Asked Questions... se precisarem de saber mais alguma coisa é só perguntar na caixa de comentários!

1. Patrão, o que é o chapa?
O chapa é uma instituição nacional - nenhuma viagem a Moçambique estará completa sem experienciar a cultura do chapa!
O chapa é o sistema de transporte público nacional. Por norma são umas carrinhas Toyota Hiace de 9 lugares a cair de podre. Quem não soubesse melhor diria que os chapas tinha sido vandalizados por quatro ciganos da margem sul, mas a aparência de facto faz parte do décor! Os vidros normalmente estão partidos, o que é bom porque assim a aragem disfarça o cheiro a catinga! A porta de trás, que é daquelas que deslizam para o lado para abrir, aqui funciona de maneira diferente! Basicamente o rapaz responsável por cobrar os bilhetes pega na porta com as duas mãos, retira a porta da carrinha, os passageiros entram e depois volta a encaixar!

2. Quem anda no chapa?
Toda a gente! Todo o indígena local anda no chapa, assim como andam as galinhas e os galos. Há relatos de porcos também a entrarem, mas isso eu nunca vi.

3. Qual a lotação máxima do chapa?
A lotação máxima do chapa é um conceito que ainda não foi cientificamente demonstrado. Tal como no barco, aqui também há sempre espaço para mais um! Sentam-se 6 pessoas numa fila que levava três, as crianças as galinhas e o galo vão ao colo, e à frente ainda há muito espaço para ir a pé! A lotação média no sábado era de 22 pessoas, mas passei por chapas que levavam mais!

4. Mas patrão, andar no chapa é caro?
Nada disso! Pela flat fee de 12,5 meticais (que é como quem diz 30 centimos) vais de Inhambane para onde quiseres!

5. Como posso apanhar o chapa?
O chapa é um sistema de transporte ao serviço dos passageiros. Para entrar basta acenar no meio da rua que o condutor pára. Se houver espaço (ou mesmo que não haja), é só entrar!
Para sair dá-se um grito e o condutor trava a fundo. No caso do chapa estar muito cheio, e de modo a não incomodar os outros passageiros, há passageiros que fazem a gentileza de sair pela janela.

5. E há chapas a toda a hora patrão?
Os chapas começam a circular às 6 da manhã e normalmente acabam às 6 da tarde. Planificar com devida antecedência o regresso a casa no chapa é fundamental.
No caso do último chapa não aparecer e ficares preso na praia sem forma de regressar a casa, como aconteceu a alguém, há que apanhar boleia dos indígenas locais numa carrinha de caixa aberta até à próxima povoação, onde aí poderás apanhar outro chapa ou outra boleia até à povoação mais próxima.
No caso de haver muita gente à espera pelo último chapa do dia, a antecipação é fundamental. O chapa é um sistema altamente eficiente, e portanto enquanto uns passageiros saiem pela porta, há outros que vão entrando pelas janelas (a sério). Se ficas a olhar lixas-te e vais em pé, como também aconteceu com alguém!

6. Como é que classificas a experiência de andar no chapa?
Óptima! Passados uns dias já te habituaste ao cheiro e como não há vidros a brisa fresquinha também ajuda!
Se já andaste na Carris às 8 da manhã na Amadora estás em casa!

7. O que fazer em caso de emergência?
Rezar.

ps: a menina da foto tem 7 meses, chama-se Edsónia e gosta de fotografias e bolachas de côco!
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To the other side






Depois de ter sido devidamente acordado pela galinhas, ontem segui rumo à famosa praia do tofo. Como poderão constar pelo mapa abaixo isso implica primeiro atravessar a baía de inhambane e depois apanhar um "chapa" (um autocarro peculiar) até chegar à praia.

Pois bem. Lá vai o Diogo pelo porto de Maxixe à procura de boleia para Inhambane.
Depois de desembolsar a módica quantia de 50 meticais (menos de dois euros) sou o primeiro a embarcar no belo do barquinho que vêem na foto de cima.

Isto é muito bonito, o céu tá azul, a baía é espectacular, o dia promete e mal eu sei que só vou sair de maxixe daí a uma hora.
Passados uns minutos começa a "mercadoria" a embarcar... primeiro umas caixas, depois uns sacos de arroz, outros de feijão, até que aparece o segundo hóspede: uma cabra! Mas ainda há espaço: entram 9 indígenas locais. Mais uns minutos de espera, porque isto só sai bem carregado - aí vem a avó com o neto e... uma galinha viva! (só para certificar que vocês estão a acompanhar a cabra também estava viva). Isto começa a lembrar-me a arca de noé, mas ainda não estão as espécies todas!

Já muito bem aconchegadinhos, com a cabra a cabrear (como é que se diz?) e a galinha a dar às asas, aparecem dois gajos com uma peça de mobília (verificar na 3a foto)... isto é bem capaz de caber, portanto vá toda a gente a sair do barco, mobília entra no barco e depois entra toda a gente de novo... mas parece que agora somos mais?

Eis senão quando, prestes a partir que estava a embarcação, aparece no cais um magote de 15 suiços que vinham num tour desde a distante terra de Vilankulos.
(Esta frase ficou bonita hem?)

Naturalmente, ainda havia espaço... as pessoas passam por cima das pessoas da mobília, por pouco não pisam a galinha, a cabra continua a cabrear e a baía continua espectacular, azul clarinho a reflectir o sol. Agora somos 43 pessoas, uma cabra uma galinha e uma peça de mobília que ficava mesmo bem na minha sala, acho que estamos prontos a embarcar!

E é desta! Sai a embarcação do porto, içam-se as velas and off we go! Wait... alguém tá a gritar... é impressão minha ou voltamos para trás?
Xi patrão, temos polícia (conferir foto de baixo)... nada que não se resolva! Com bons modos, paciência e alguns meticais o Venâncio (o marinheiro vestido de pato donald) trata do assunto, estão aqui 43 pessoas, uma cabra uma galinha e uma peça de mobília que ficava mesmo bem na minha sala, mas se isto afundar a meio do caminho who cares não é?

E agora é mesmo... lá vamos nós! Uma brisa fresca corre pela baía e mistura-se com o cheiro a catinga da senhora do lado, a cabra está nervosa e faz xixi, a galinha agita-se e os suiços estão apavorados com tudo isto. Go with the flow... o rádio deve estar sintonizado na Romântica FM, para isto ser perfeito só falta mesmo o champanhe e os morangos... acabamos de ouvir o Phil Collins a cantar "One More Night" e segue-se um cantor português qualquer que eu já ouvi mas agora não me lembro, mas garanto-vos que era dos bons, não ficava atrás do Tony Carreira.

Claro que num ambiente destes é impossível não socializar... estar praticamente em cima de outras pessoas é um óptimo pretexto para meter conversa! Fico a saber a vida da avó e do neto, a senhora que cheira a catinga ri-se, a Rachel é suiça e está fascinada com isto (eu também mas pronto) e a amiga está apavorada e parece-me que não aguenta até ao outro lado. Mas quarenta minutos depois já chegámos, eis terra firme.
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Wake up and enjoy the sunshine


Como vocês todos sabem, eu sou um gajo noctívago. Gosto de acordar tarde, e trabalho melhor à noite. É assim desde a faculdade (ou antes não é mãe?...) e há hábitos  que são dificeis de mudar... Até agora! 

Mesmo debaixo do 2o andar onde moro (que tanto quanto consegui ver é o  único prédio de dois andares por esta terra) tenho um galinheiro! Isso significa que não preciso de despertador, porque todos os dias  às 5.45 com o raiar do sol tenho o sr. Galo e suas comadres galinhas a darem-me os bons dias! 

Não me podia ter acontecido melhor (daqui a duas semanas perguntem-me se continuo a achar o mesmo!) Como aqui é inverno, às 6 da tarde já é noite escura, e como não há iluminação pública, é mesmo escura! Assim aproveito as 12 horas de sol diárias que Moçambique tem para oferecer! 



Ora bem, para os despistados ou quem ainda não descobriu o google maps, ou para aqueles que já não vem ao blog ou falam comigo há muito tempo aqui vai uma ajuda:




Esclarecidos? ;-)


E... temos blackout no Maxixe


São 8 da noite e acabou de haver um black-out em todo o Maxixe... isto aqui já não era muito iluminado, mas a luz de algumas casas sempre guiava o caminho. Agora tá tudo mesmo às escuras... será que foi alguma cegonha? Lá na outra margem continua tudo com luz... Preciso de um parecer técnico na EDP...
Tou eu agora aqui a pensar... ainda bem que cheguei a casa há 15 minutos atrás!
Se ontem eu me perdi no caminho (nada de especial, mas vocês sabem como é o meu GPS), então hoje é que isto ia ser bonito!
Mas no worries... está uma lua cheia fantástica aqui à frente na janela, so just relax and enjoy, go with the flow...

ps: hmmm, não tenho velas...
ps2: como é óbvio sem luz não há esse bem essencial que é a internet, portanto este email em forma de post só terá saído quando a luz voltar


Saturday Adventures


Ontem andei apanhei um barco à vela de Maxixe para Inhambane e fui de chapa até à praia do Tofo - muita aventura para um dia só. Tenho umas histórias hilariantes para contar, mas agora vou cuidar do bronze para a praia da barra.

Quando voltar logo à noite quero comentários! ;)


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    bem vindo ao kangaroo post. eu sou o diogo. e este é o meu blog.

    Porquê Kangaroo Post? Simples. Gosto de kangurus. Ah, e também já vivi na Austrália.

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